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Esta é uma tradução da página original em Inglês.

Software proprietário frequentemente é malware

Software proprietário, também chamado de software não livre, significa software que não respeita a comunidade e liberdade do usuário. Um programa proprietário coloca seu desenvolvedor ou dono em uma posição de poder sobre seus usuários. Esse poder é, por si só, uma injustiça.

O ponto desta página é que a injustiça inicial do software proprietário muitas vezes leva a mais injustiças: funcionalidades maliciosas.

O poder corrompe; o desenvolvedor do programa proprietário é tentado a projetar o programa para maltratar seus usuários. (Software cuja funcionalidade maltrata o usuário é chamado malware.) Claro, o desenvolvedor geralmente não faz isso por malícia, mas sim para lucrar mais a custo dos usuários. Isso não torna menos desagradável ou mais legítimo.

Se entregar a essa tentação tornou-se cada vez mais frequente; hoje em dia é uma prática padrão. O software proprietário moderno geralmente é uma maneira de ser mal.


Até janeiro de 2020, as páginas neste diretório listam quase 450 exemplos de funcionalidades maliciosas (com mais de 500 referências para confirmá-las), mas com certeza há mais milhares das quais nós não temos conhecimento.

Injustiças ou técnicas Produtos ou empresas
  1. Back door:  qualquer funcionalidade de um programa que possibilita que alguém que não deveria estar no controle do computador, no qual o programa está instalado, enviar comandos para ele.
  2. Gestão digital de restrições ou “DRM”:  funcionalidades projetadas para restringir o que usuários podem fazer com os dados em seus computadores.
  3. Prisões:  sistemas que impõem censura a programas.
  4. Amarração:  funcionalidade que requer conexão permanente (ou muito frequente) a um servidor.
  5. Tiranos:  sistema que rejeita qualquer sistema operacional não “autorizado” pelo fabricante.

Os usuários de software proprietário estão indefesos contra essas formas de maus tratos. A maneira de evitá-los é insistindo em software livre (que respeite a liberdade). Uma vez que o software livre é controlado por seus usuários, eles têm uma boa defesa contra a funcionalidade de software maliciosa.

Últimas adições

  • Os telefones Android subsidiados pelo governo dos EUA vêm com adware pré-instalado e uma back door para forçar a instalação de aplicativos.

    O adware está em uma versão modificada de um aplicativo essencial de configuração do sistema. A back door é uma adição clandestina a um programa cujo objetivo declarado é ser um back door universal para firmware.

    Em outras palavras, um programa cuja razão de ser é maliciosa tem um objetivo malicioso secundário secreto. Tudo isso além do malware do próprio Android.

  • Alguns violadores de segurança (erroneamente referidos neste artigo como “hackers”) conseguiram interferir no sistema proprietário do Amazon Ring e acessar sua câmera, alto-falantes e microfones.

  • Alguns aplicativos de redes sociais são projetados para deixar os usuários viciados. Eles tentam se fundir à sua rotina diária, explorando a pressão social e seu desejo natural de socialização, convertendo os gestos habituais em um vício completo. Como já observado nos jogos, a dependência é essencialmente baseada em recompensas aleatórias. No presente caso, as recompensas são mensagens de amigos e seguidores, “likes” notícias, vídeos interessantes etc. O software foi projetado para despertar o desejo dos usuários por essas recompensas e manter esse desejo vivo o maior tempo possível.

    • Por padrão, as notificações são enviadas toda vez que um novo item aparece, em vez de, digamos, uma vez por dia. Eles estão associados a sons ou vibrações que os tornam ainda mais atraentes. (Lembre-se das experiências de Pavlov com ratos.) Esses gatilhos geralmente estão desativados e muitos usuários não tentam desativá-los. Eles são mais eficazes quando o aplicativo é instalado em um dispositivo móvel que está sempre ativado e nunca sai do usuário. Como efeito colateral, eles podem contribuir para a dependência de telefones “inteligentes”.
    • Usuários são servidos com materiais selecionados que provavelmente os interessa, com base em perfilamento. (Aliás, isso pavimenta o caminho para manipulação.)
    • A interface do aplicativo é projetada para fazer os usuários ficarem no site o máximo possível, usando rolagem infinita, por exemplo.
    • A empresa proprietária da rede social tenta cobrir as necessidades dos usuários o mais extensamente possível, adquirindo outras empresas, se necessário. Depois que os usuários concentram a maioria de suas atividades online e muitos dados pessoais em uma única plataforma (ou um conjunto de plataformas que pertencem ao mesmo grupo), eles o encontram quase impossível sair. E mesmo se quisessem, eles teriam dificuldade em descobrir as opções relevantes, e o aplicativo os importunaria agressivamente para ficar.

    Uma boa maneira de minimizar o risco de dependência, além de evitar as mídias sociais, é desativar as notificações e deixar o mínimo possível de seus próprios dados na plataforma.

  • O Safari ocasionalmente envia dados de navegação de dispositivos Apple na China ao serviço de Navegação Segura da Tencent, para verificar URLs que possivelmente correspondem a sites “fraudulentos”. Como a Tencent colabora com o governo chinês, sua lista negra de Navegação segura certamente contém os sites de oponentes políticos. Ao vincular as solicitações originárias de endereços IP únicos, o governo pode identificar dissidentes na China e em Hong Kong, colocando em risco suas vidas.

  • Apple planeja exigir que todos aplicativos para MacOS sejam primeiro aprovados pela Apple.

    Oferecer um serviço de verificação como opção poderia ser útil e não estaria errado. Exigir que os usuários obtenham a aprovação da Apple é uma tirania. A Apple diz que a verificação procurará apenas malware (sem contar o malware que é parte do sistema operacional), mas a Apple pode mudar essa política passo a passo. Ou talvez a Apple defina malware para incluir qualquer aplicativo que a China não goste.

    Para software livre, isso significa que os usuários precisarão obter a aprovação da Apple após a compilação. Isso equivale a um sistema de monitoramento do uso de programas livres.

TOPO

[Logo da FSF]“A Free Software Foundation (FSF) é uma organização sem fins lucrativos com a missão global de promover a liberdade de usuários de computador. Nós defendemos os direitos dos usuários de software.”

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