[en] English   [de] Deutsch   [es] español   [fr] français   [it] italiano   [ja] 日本語   [nl] Nederlands   [pl] polski   [pt-br] português   [ru] русский   [tr] Türkçe   [zh-tw] 繁體中文  

Esta é uma tradução da página original em Inglês.

Software proprietário frequentemente é malware

Software proprietário, também chamado de software não livre, significa software que não respeita a comunidade e liberdade do usuário. Um programa proprietário coloca seu desenvolvedor ou dono em uma posição de poder sobre seus usuários. Esse poder é, por si só, uma injustiça.

O ponto desta página é que a injustiça inicial do software proprietário muitas vezes leva a mais injustiças: funcionalidades maliciosas.

O poder corrompe; o desenvolvedor do programa proprietário é tentado a projetar o programa para maltratar seus usuários. (Software cuja funcionalidade maltrata o usuário é chamado malware.) Claro, o desenvolvedor geralmente não faz isso por malícia, mas sim para lucrar mais a custo dos usuários. Isso não torna menos desagradável ou mais legítimo.

Se entregar a essa tentação tornou-se cada vez mais frequente; hoje em dia é uma prática padrão. O software proprietário moderno geralmente é uma maneira de ser mal.


Até janeiro de 2020, as páginas neste diretório listam quase 450 exemplos de funcionalidades maliciosas (com mais de 500 referências para confirmá-las), mas com certeza há mais milhares das quais nós não temos conhecimento.

Injustiças ou técnicas Produtos ou empresas
  1. Back door:  qualquer funcionalidade de um programa que possibilita que alguém que não deveria estar no controle do computador, no qual o programa está instalado, enviar comandos para ele.
  2. Gestão digital de restrições ou “DRM”:  funcionalidades projetadas para restringir o que usuários podem fazer com os dados em seus computadores.
  3. Prisões:  sistemas que impõem censura a programas.
  4. Amarração:  funcionalidade que requer conexão permanente (ou muito frequente) a um servidor.
  5. Tiranos:  sistema que rejeita qualquer sistema operacional não “autorizado” pelo fabricante.

Os usuários de software proprietário estão indefesos contra essas formas de maus tratos. A maneira de evitá-los é insistindo em software livre (que respeite a liberdade). Uma vez que o software livre é controlado por seus usuários, eles têm uma boa defesa contra a funcionalidade de software maliciosa.

Últimas adições

  • A CIA explorou as vulnerabilidades existentes em TVs e telefones “inteligentes” para projetar um malware que espia através de seus microfones e câmeras enquanto os faz parecer desligados. Como o spyware detecta sinais, ignora a criptografia.

  • O aplicativo Alipay Health Code estima se o usuário possui Covid-19 e informa aos policiais diretamente.

  • O Amazon Ring amarrado à Internet tinha uma vulnerabilidade de segurança que permitia aos invasores acessar a senha de WiFi do usuário e bisbilhotar a casa através de dispositivos de vigilância conectados.

    O conhecimento da senha do WiFi não seria suficiente para realizar uma vigilância significativa se os dispositivos implementassem segurança adequada, incluindo criptografia. Mas muitos dispositivos com software proprietário não possuem isso. Obviamente, eles também são usados por seus fabricantes para bisbilhotar.

  • O aplicativo de mensagens ToToc parece ser uma ferramenta de espionagem para o governo dos Emirados Árabes Unidos. Qualquer programa não livre pode estar fazendo isso, e esse é um bom motivo para usar o software livre.

    Nota: este artigo faz uso da palavra “free” no sentido de “grátis”.

  • Descobriu-se que algumas extensões Avast e AVG para Firefox e Chrome bisbilhotam os hábitos detalhados de navegação dos usuários. A Mozilla e o Google removeram as extensões problemáticas de suas lojas, mas isso mostra mais uma vez como software não livre não seguro pode ser. As ferramentas que deveriam proteger um sistema proprietário estão infectando-o com malware adicional (o próprio sistema sendo o malware original).

TOPO

[Logo da FSF]“A Free Software Foundation (FSF) é uma organização sem fins lucrativos com a missão global de promover a liberdade de usuários de computador. Nós defendemos os direitos dos usuários de software.”

PARTICIPE COMPRE